Fi-lândia

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- Postado por quem? Fih Quando? 16h05
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"O armário das Delícias"

A reunião foi fervorosa, foi como todas as reuniões. Cheia de descobertas, obtenção de verdades, caricias inocentes entre amigos a muito conhecidos. Já era tarde da noite e a casa possuía mulheres e homens amigos de longa data. Mas a discussão foi interrompida pelo cansaço. Valentina necessitava de paz e de glicerina, pois resolveu subir a copa e se refrescar. Matou a fome com qualquer coisa que estivesse sobre a mesa.

Sentou-se na cadeira e tomou em suas mãos o doce do pote de mel. Engoliu o doce com ternura. Inclinou a cabeça para trás, faltava-lhe o ar. Fechou os olhos e respirou fundo. Lembrou-se da reunião e do olhar audacioso de seu companheiro. Breve o suficiente para tornar-se objeto de sua vontade.

Camille entrou na copa e observou a figura de Valentina, que a olhou e ordenou clara e livremente:

-Vá. Com descrição!

Camille entendeu. Voltou de onde entrara e alguns minutos depois Valentina viu-se sendo levada para o armário. Suas costas encostaram-se à parede fria e suas pernas estavam moles. Não sabia de nada, esquecera de tudo. Sentiu o gosto molhado do beij... um ruído a acordou. Assustada, ajeitou o vestido comprido e saiu do armário. Do outro lado Camille a esperava. Valentina foi clara.

-Nenhuma palavra!

O rubor estampou-se na face de ambas. O saber da Delícia...

Por: Fillipa Adriana

Para: Srtª Villefort, Valentina.



- Postado por quem? Fih Quando? 13h11
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Ele era como eu sou e como você deve ser: normal. Roupas alegres quando a felicidade o invadia, carregada de um riso maroto, a tranqüilidade amena, o doce e insípido sentimento de alma de alegria. Ele era como o arco-íris, como as nuvens alvas que a brisa beija de leve, radiante feio estrelinha do céu ou do mar, não importando a origem. Mas tudo mudou. Tudo muda quando acontece. Ele sorria quando sorriam, ele ria o riso da paz, da serena. Foi naquela madrugada que o suor correu gélido, foi naquela madrugada que ele descobriu tudo, aconteceu e tudo mudou. 

No mês anterior havia conhecido a flor que brota nos jardins encantados. Era cheirosa, bonita e fazia maravilhas, como qualquer droga natural. Poderia ser a folha verde, o pó alvo, o liquido sem cores, mas não. Era pior, era melhor, era mais forte, superior. Mais cara. Disseram-me certa vez que drogas podem causar um vicio, a morte e o pior de tudo: a loucura. Eu achei bobagem.

Ele provou da flor como se prova da água da fonte, e ele soube que tudo se tornara tarde. Ele sorriu um dia, mas sentia como se jamais voltaria a sorrir. Não. Ele se tornou doente, o branco louco dos espaços o atingiu. Primeiro o vicio, aquela necessidade de possuir tudo, de possuir todo o tempo, de possuir só para si. O ciúme, a dor, o sangue desabitando o coração e fluindo as veias e o cérebro. O vicio.

Depois, a morte. A morte da percepção de que um mundo sensível existia. Só e somente só o mundo das idéias. A alma deixou seu corpo fétido, caído ao chão, podre, destruído. O sangue ausentou-se da compania do coração. Nunca mais um sorriso, a menos que a morte não fosse total. Ele pensava então que jamais conseguiria levantar-se para tocar na flor que tanto desejou e que não permitia que seu cérebro também o abandonasse. A morte.

Por ultimo, a loucura. Ele jamais permitiu em seu ser imaginar sua flor ser beijada por qualquer outro ser, mesmo um pássaro, uma águia, um beija-flor mais encantador ou o inseto mais funesto. Então, após a morte de todos os seus sentidos a gargalhada tomou lugar em sua garganta e vibraram sua boca inúmera vezes. Os olhos que antes eram vivos e depois mortos abriram-se dementes, confusos, cobertos de lagrimas, de ódio, de raiva, de dor, de ânsia, de angústia, de medo, de pavor, de solidão, de loucura, de amor, de paixão. A loucura.

Engraçado como o ser humano torna-se frágil por uma simples florzinha, por um botão tão simplório. Qualquer coisinha que o fez perder a vida, o corpo e o sentido. Pode a mente ser tão inimiga da alegria e da felicidade a ponto de criar imagens jamais vistas? Nunca soube. Ele já não permanece na alegria. A loucura o viveu, o permaneceu, o conheceu em sua essência. Pior que o vicio e a morte, a loucura, porque ela faz com que haja coisas, fatos e pessoas que não há.  Ele vive ainda, no entanto viver não é o código certo para defini-lo. Ele permanece, em seu corpo destruído, sem alma. Com o riso mais belo de louco que já conheci. O infeliz mais feliz que o mundo abriga em seu seio amargo e seco. Sua vida destruída por uma única flor, um único olhas, um único toque nos lábios, um único momento que permitiu a entrada da paixão. Ah paixão! Inimiga suprema da paz, da alegria, da alma.

Disseram-me certa vez que drogas podem causar um vicio, a morte e o pior de tudo: a loucura. Eu achei bobagem. Não acho mais.

PS: Texto por mim.



- Postado por quem? Fih Quando? 18h02
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“Em sua plenitude, sua divina expressão. Movida pela fé que consome seu corpo, cada veia de sua alma mortal, seu ser. Amando tudo e amando a todos.”

Srtª Cleyborne, Jéssica.

“Rosas e notas”

Naquele dia, estive prestes a entrar em um colapso nervoso. O piano encontrava-se a minha frente onde eu acabara de sentar no banquinho de mogno e estofado magenta. Na parte superior do baú havia um grande vaso de cristal, com seis lindas rosas Scarlet Carson. Três janelas a minha esquerda abriam passagem aos raios quentes de sol. Raios dourados e tranqüilos.

A partitura encontrava-seno suporte, limpa e nova. Introdução de notas fáceis e extremamente alegres, acompanhada de acordes incríveis com uma imensurável magnitude. G bemol, Lá maior, C’s sustenidos, Fá e tantos outros. Sons que forneciam a imaginação, verdadeiros cenários mágicos, divinais. Uma música que com toda a certeza levaria qualquer alma a entorpecer-se de felicidade.

Acompanhei a partitura, passada a introdução, o desenvolver dos sons e a habituação da melodia. Segui lendo, ouvindo e dançando meus dedos pela teclas alvas e negras. A música tornou-se difícil e as janelas permitiram que as brisas frias beijassem meus cabelos, minhas folhas e minhas rosas. Com as fortes lambidas do vento uma de minhas rosas caiu sobre minha mão, a mais vistosa de todas elas. Eu perdia aos poucos a inspiração. Foi essa rosa especial que me ajudou a recuperar o tom inicial e o fluxo de energia que movia meus sentimentos, tornando-me capaz de prosseguir em minhas notas.

Entretanto os acordes perderam lugar e passei a cuidar apenas da melodia e mais nada. O tempo piorou. Rios de gotas cristalinas atravessavam as janelas, enquanto a rosa acompanhava-me. A chuva tomou ódio por minhas letras, minhas rosas, e folhas. A rosa presente em meus dedos e minhas teclas começou a conduzir a música melhor do que eu poderia imaginar, involuntariamente. Eu a queria ali. Queria que ela permanecesse ali.

Cheguei à metade da música e parecia que a rosa passava a criar espinhos. E de minha alma sangue escorria sem eu nem mesmo saber o porquê. A chuva fez com que os vidros das janelas colidissem uns com os outros e com a parede, todas as minhas rosas caíram no chão, menos o vaso. E eu nem havia percebido. Só preocupava-me com a melodia e com a rosa especial. Mas doíam-me as mãos. E com o passar dos minutos a chuva cessara.

Do lado de fora da sala havia calma e uma nevoa cinza, filha da tormenta, cobria o céu. Nada se via. O mundo fora engolido pela sombra, pelo fim. Sentia-me tensa. As notas ficaram maiores e mais fortes. Todas as notas misturaram-se. Acordes, notas, melodias, tudo junto, tudo envolto em minhas mãos. Meus dedos corriam, trombavam-se em um delírio profano. Lagrimas saiam de meus olhos. Os espinhos da rosa feriam-me as mãos. A rispidez de suas pétalas me mutilava, estraçalhando minha pele. O vento pavoroso entrava pelas janelas e faziam da sala um lugar terrível de se respirar ou vive. Ataquei tudo ao chão. A partitura, a rosa, minhas lagrimas. Tudo voava, o chão parecia sugar-me. Cheguei ao grande com plenitude e ritmo.

Relaxei a cabeça e os ombros, olhei ao redor do piano e de meu banquinho. Ao chão, espalhados, folhas, rosas vermelhas e notas. E minha alma, em pedaços. Ajoelhei-me e tudo recolhi, menos as rosas. O céu dava sinais de melhora. Chorei. Chorei por estar destruída. Observei que as rosas vermelhas estavam separadas da rosa especial. Com toda a delicadeza do universo coloquei uma a uma de volta ao vaso de cristal. Menos a rosa especial.

Sentei-me novamente em frente ao piano. O céu clareava a copa das arvores da vizinha. Dediquei minhas notas finais as minhas rosas e utilizei meus mais belos acordes. Meus dedos escorriam pelas teclas de forma sublime e natural. Eu estava feliz, quase completa. Terminei a música de forma lenta e silenciosa. Perfeita.

Passou pelas três janelas o brilho de um arco-íris. Levantei-me admirando minhas rosas vermelhas. Amo-as!

Dei alguns passos e tomei nas mãos à rosa especial, coloquei-a ao lado do vaso de cristal. Algum dia eu a homenagearia com uma de minhas músicas favoritas. Sai.

Na sala agora tranqüila ficou minha música, meu vaso com cinco rosas Scarlet Carson, meu banquinho de mogno e estofado magenta, minhas três janelas e uma esperaça. Fim.

PS: Dedico o texto a meus anjos terrenos. Amo vocês!

PPS: Texto por mim.



- Postado por quem? Fih Quando? 21h54
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Olá!? Tudo bom? Ontem nao deu para postar mas o texto é em homenagem ao dia das mulheres, nós merecemos contar a história de um outro ponto de vista. Feliz dia das mulheres, porque todo o dia é nosso dia. Beijoos =*

 

 

Eva e Adão

“E então a Deusa criou a Terra, a água e o solo, a Lua e o Sol, a noite e o dia, as plantas e os animais, as frutas e os frutos. E viu que tudo era ótimo. Deu a noite a maravilha universal, a água a abundancia, as arvores a altiveza e assim por diante.

Mas, a Terra não era amada por mais ninguém alem dela, então criou uma criatura a sua imagem e semelhança, a mulher. Deu a ela o nome de Eva.

Eva era bela, boa, inteligente, delicada, formosa, amorosa e carinhosa. Eva amava a Praia das Almas, as flores, as criaturas e tratava tudo com todo o amor de seu coração. Dançava, cantava, passeava entre as plantas, as árvores, as frutas. Entretanto, Eva era triste. Não tinha com quem dançar, para quem cantar, com quem passear e conversar.

A Deusa sentia sua tristeza, via que Eva não estava completa, e foi então que retirou da garganta de Eva um caroço e a partir dele criou uma criatura a sua imagem e semelhança, o homem. Nasce Adão, forte, belo, capacitado para todas as habilidades, esperto e o entregou como presente a Eva.

A Deusa tudo dava aos dois, pedindo que jamais comecem das frutas de morango, e Eva vivia feliz assim. Amava Adão e amava a Deusa, jamais a desobedeceria por entender o que a fruta causaria de mal. Viviam bem, felicidade.”

Adão saiu da terra onde estava deitado, bebeu da água e foi andar por entre as árvores. Saiu, passeou. Fazia um tempo que queria provar da fruta proibida. Sentou em frente a vários morangos. Observava-os, atento, vivo.

Um arbusto foi movido, e de dentro dele saltou um chimpanzé. Muito sabido ele deu uma volta em torno de Adão, riu, dançou e comeu uma frutinha de morango. Disse:

“- Coma dessa fruta, que é a fruta do saber,

Se Adão dela provar, tudo poderá ver.”

Adão pensou, pensou e pensou. Mas não era como Eva, não nasceu do amor eterno e queria ser maior que a Deusa. Comeu. Uma chuva forte e de cubos começou a cair. Eva muito chorou e sofreu.

A Deusa magoada mandou Adão embora, mas não queria que Eva partisse. Eva por sua vez, amava tanto Adão que o seguiria e o protegeria eternamente.

Adão tornou-se rude, traiçoeiro. Amaldiçoou a Deusa, fez guerra, abusou das mulheres, criou a própria Igreja, odiou seus irmãos e criou uma nova história, de Adão e Eva.

PS: Chipanzé por Brunna Gabriela!

PPS: Imagem de Pandora.



- Postado por quem? Fih Quando? 21h51
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A Deus

Não amor,

Está manhã não poderei.

Sou vitima daquele temor,

E não usarei a dor. ---- Partirei

 

Dói-me na alma.

Mas o que fazer?

Já não há calma,

E já sinto a falta... do prazer.

 

Das noites vividas?

Nunca esquecerei.

Com o vento, as lambidas,

As caricias retidas... anunciarei.

 

Das tardes passadas?

A lembrança feliz.

As lindas braçadas,

Que na água nadavas. ---- Chafariz.

 

Da vida, querido,

A esperança não some.

Posso ter partido,

Mas o amor contido... não morre.

 

O tempo vai,

E com ele vou eu.

A saudade não sai,

Você não se distrai. ---- Sofreu?

 

A morte já vinda.

E agora? Adeus.

Deixo está vida,

Para ser recebida... por Deus.

 

Lembre-se amor,

Que ser tua desejo.

E por favor,

Espere o louvor... de nosso beijo.

Por: Fillipa.



- Postado por quem? Fih Quando? 18h27
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Esperança

Como naquela noite eu desci a rua até a porta de cerejeira enorme de um apartamento. O meu evidente apartamento. Entrei. O cheiro do Morfeu deformando as janelas, o sofá e a mesa, a cama, os lençóis desarrumados, a escuridão. Eu entrei, bati a porta e me afoguei na cadeira da mesa de jantar. Todas as cartas, todas as fotografias, todas as lembranças espalhadas pela mesa, pelo chão, por cada canto e espaço do enorme apartamento.

Acendi a lareira, o frio castigava o espaço. O fogo flamejava laranja brilhante, dando um contraste feroz ao apartamento escuro e cheio de odor. Não posso dizer que isso me incomodasse. Sorri um riso lunático, louco, zombeteiro. Ria da minha desgraça. Encostei-me à lareira. Peguei meu copo cheio de vinho caro - eu podia comprar quantos quisesse - bebi todo o liquido vermelho escuro e apertei com força o copo em minhas mãos. Cacos se espalharam pelo chão e sangue insípido escorria por entre meus dedos.

Olhei para dentro da minha alma. Lembrei da loucura ao vê-lo sair pela porta. E não voltar. Lembrei das noites correndo um mar de covas procurando o meu fantasma. Lembrei da promessa que fiz em meu francês ruim: ofereci-te a vida, a alma e a eternidade.

Desci meus joelhos em direção aos cacos de vidro. Cachoeira escorria pela minha cabeça e gritos selvagens saiam de minha garganta pedindo para que ele voltasse. Pedindo para que ele não me deixasse. Inútil! Tudo era tão inútil! Almas não voltariam para me salvar. Um manto branco cobria o lado de fora de minha janela e para dentro dela um manto negro cobria todo o espaço onde eu existia. Viver era pedir de mais. Ninguém vivia ali no apartamento. Olhei a minha volta: solidão, tristeza, dor, saudade. Um retrato chamou-me a atenção. Em meu desespero nunca o havia visto.

Fui até ele, suja de sangue, descabelada, doida. Era uma foto de nós dois, abraçados, sorrindo, nos olhando profunda e amorosamente. Eu me lembrava da fotografia.  Assinada com o nome dele. Não, ele nunca assinou a foto. Tirei-a do retrato e olhei seu verso:

"Esqueça as horas que às vezes mataram com sopros de porque coração de felicidade. Não me deixe não me deixe. Eu vou te oferecer pérolas de chuvas que vem dos países onde não chove. Eu cavei a terra até minha morte para cobrir seu corpo de ouro e luzes. Eu criei uma terra onde o amor é rei, onde o amor é lei e você é rainha. Eu inventei palavras sem sentido que você compreenderá. Eu me esconderei lá para te contemplar a dançar e a sorrir e para te ouvir cantar então rir. Deixe-me que eu me torne a sombra da tua sombra, a sombra da tua mão. Espere que eu esteja ai esta noite, para te levar ao seu altar. Assinado: Amor."

Lida a mensagem deitei no tapete, odiava aquela brincadeira. Era o fantasma que vinha me assombrar. Derramei a garrafa de vinho e chupei do chão seu liquido que cobria todo o tapete. Uma sombra se projetou acima de mim. Virei-me para observá-la. Era ele, de um verde escuro brilhando como uma esmeralda, coberto por esse manto floresta. A sombra esticou a mão para mim e como em passo de bruxaria era eu novamente, restaurada. Ardente soco colidiu em minha cabeça e descia ao chão.

Acordei em uma terra que nunca vi, nunca ouvi ou imaginei. Chovia a chuva de países onde não chove meu corpo coberto de ouro, de luzes, onde o Amor era rei, o amor era lei e eu era Rainha, nós entediamos as palavras sem sentido, o Amor me contemplava, era a minha sombra. Nossos tronos eram vermelhos diamantes, como sangue. O sangue do meu coração, o sangue que eu derramei. Eu levantei e andei em direção ao meu Amor, ao meu trono. Estávamos mortos. No paraíso. A chama dentro de mim queimava cada milímetro do meu corpo. Um beijo calou nossas bocas. No inferno.

Por: Fillipa.



- Postado por quem? Fih Quando? 14h46
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Toda semana ela passava na frente das vitrines e escolhia seu preferido. Era redondo e branco. Ela entrava, negociava, dava o dinheiro e ia escondida pro quarto com ele. É claro sua mãe não podia saber. E se soubesse era capaz de bater na menina.

Toda semana ela passava na frente das vitrines e escolhia seu preferido. Era redondo e branco. Era grande. Às vezes ele ficava com umas pintinhas vermelhas, outras com uns riscos vermelhos. Tinha dia que estava todinho vermelho. Só gostava de branco e vermelho. Ela adora aquilo. E todos os dias depois de ir para o quarto com ele ela fazia o mesmo ritual. Claro tudo em silencio, pois sua mãe nem podia imaginar.

Primeiro ela tirava o embrulho (que era só uma fitinha no palito). Olhava pra ele redondo e branco (às vezes vermelho). Segundo ela rodava o palito com os dedos para observar todos os detalhes. Ai ela começa. Lambia, chupava e mordia com vontade e com saudade, afinal era uma só vez na semana. Mas o que ela queria mesmo era o que tinha dentro. Era branquinho também, mas era mole e ela podia mastigar. Ela chupava até que tudo era alegria e ela comia a coisinha branca e mole.

Era sempre assim, sempre que ela terminava sua mãe gritava da escada que o jantar estava na mesa. Ela corria pro banheiro e escovava os dentes. E descia correndo pra jantar. Ai dela se a mãe descobrisse que ela ia toda a semana na doceira comprar pirulito de chiclete. Ai dela.

Texto por: Fillipa.



- Postado por quem? Fih Quando? 23h39
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Algum lugar, ?? de ???????? de ???? – às ??hrs??min.

Eros nasceu. E era uma graça humana. Tão mágica e perfeita. Os médicos estavam assustados. Ele foi abandonado por seus pais que fugiram. Ninguém sabe ao certo como ele nasceu, mas nasceu. Menininho forte! Mesmo assim os médicos achavam que algo muito estranho acontecia com Eros. Ele era diferente, mas ao mesmo tempo tão normal como qualquer criança.

Eros foi criado por pais emprestados podendo-se assim dizer. Eros não se importava. Eros fez um milagre muito grande na vida do casal que o criou. E juntos, Eros e seus pais “verdadeiros” (era assim que ele falava de seus pais emprestados) descobriram vários sentimentos novos e inovadores. Eros foi um bebê forte, cheio de saúde, simplesmente feliz só de estar no colo de alguém. Era puro, insípido.

Mas como todo bebê, Eros virou uma criança. Ágil, rápida, completa, cheia de vida. Seus pais emprestados? Estavam bem, e juntos dele. Eros ganhou um presente: uma irmãzinha. Ela era sua preferida. Seu nome era Catarina. Era simplesmente a visão feminina de Eros, porém essa era “legítima” aos olhos da sociedade “padrão”. Eros era uma criança completa, feliz. Ele tinha de tudo. Eros não ligava para nada disso. Eros fez vários, vários (!) amigos. Conheceu Alana, Leticia, Ana e Lucas.

Assim como toda criança, Eros mudou sua forma de pensar e se tornou um criança-jovem-homem-adulto. Um adolescente. Mas imaginem, naquele tempo não devia haver fases. Eros aprendeu varias coisas. Ele estudou história, artes, matemática, química, caça e tudo o mais. Eros era o melhor em tudo, ele nunca sofria, nunca chorava, nunca machucava ninguém. Ele era como Catarina, iguais. Um único. E ele foi um jovem maravilhoso. Eros era forte e habilidoso com todos.

Assim como todo jovem, Eros cresceu e formatou-se parcialmente. Começou a pensar em coisas como o trabalho, com modalidade pessoal, tanto para se sustentar como para ser útil. Ele passou a atuar no mercado, na sociedade, nas classes (e até nos subúrbio) e foi conquistando todo o mundo. Eros viajou e se espalhou por todo o planeta muito mais. Eros então conheceu Amanda a criatura mais linda do todas as mulheres. Ele se apaixonou imensamente e Eros sentia-se por ela. Ele era Amanda e ela era Eros. Tudo era lindo e maravilhoso. Eros era a criatura mais feliz de todo o universo. De Amanda e Eros nasceram Patricia e Sebastião

Da forma que todo adulto se transforma em idoso, Eros envelheceu e sentia-se completo, em seu ápice. Com todo seu conhecimento, reconhecido por todo o mundo, lindo, forte. Era Amanada, Patricia, Sebastiao, Catarina, Leticia, Ana, Alana, Lucas e seus pais. Envelheceu. Cresceu e se expandiu.

Qualquer canal da TV, 7 de Setembro de 3777, às 7hrs57min7seg.

“Morre hoje às 7hrs57min7seg Eros. O mundo todo chora suas lágrimas. O mundo não será a mesma coisa. Eros foi o que ninguém mais já havia sido. Eros mudou o curso da humanidade, Eros estava presente em todos nós. Sem Eros tudo será triste e vazio, haverá guerras agora e mortes. Tudo será diferente. Eros, você era tudo o de mais importante.”

Qualquer lugar do mundo, 7 de Setembro de 3777, às 7hrs57min8seg.

“Uma nova Peste Negra assola todo o continente Asiatico, 3 mil mortos.”

“No sul da África onda gigante “engole” uma ilha. Até agora 2 milhões de mortes.”

“Dois aviões acabam de se chocar na Oceania e colidiram com um prédio de 50 andares. Nenhum sobrevivente. 2 mil mortes.”

“Acontecimento de um furacão no leste da Europa, até agora nada cessado, uma cidade inteira destruída. 7 mil mortos.”

“Homens bombas juntamente com um avião repleto de explosivos se chocam com um monumento histórico na América. Mais de 500 explosivos de alta destruição acabaram com a América do Norte. 10 mil mortos até o momento.”

“Onda de maremotos e onda gigantes se aproximam de toda a costa litorânea de todos os países.”

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Planeta, 7 de Setembro de 3777, às 7hrs57min09seg.

Não há mais nada, só o vazio. Fim!

PS: Texto por Fillipa.

PPS: Texto escrito dia (27/07/07).



- Postado por quem? Fih Quando? 23h12
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Estava esperando. Sempre sorriso, sempre alegre. A mulher que eu enxergava era importante para mim. É. Queria poder ter certeza que ela sente o mesmo por mim. Não! Não sente. Nem poderia. Eu sinto de mais. Nossa relação já foi intima. Agora só conhecidos. Um comprimento aqui. Um abraço ali.

 

Lembro-me ainda, um passado não distante. Tocava o telefone e já sabia quem era. Não era a melhor que eu tinha, mas era importante. É. 

 

Estava esperando. Ela chegava. Nunca sozinha. Sempre acompanhada por seus dois protegidos. Ficávamos lá. Nós quatro. Não! Nós três e eu. O sorriso e alegria? Não havia mais. Como uma sombra eu me transformava. Ela ria e se afastava de mim, novamente. E eu que nada havia feito. Ela era quem eu confiava. Era.

 

Quem se dizia minha se mostrou deles. Eu, coitada de mim. Nós que éramos amigas. Éramos amigas. Éramos.

Por: Fillipa.

PS: Texto velho.

PPS: Eu recomendo: http://www.mundodebolhas.zip.net



- Postado por quem? Fih Quando? 21h58
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Ele cambaleou. Caiu. Cedeu. Ela atravessou como uma rajada de ar e baterá. Pregou o fogo e lavou-o com água gélida. Era a mais pura, deveria, agora. O anel dourado de ouro em sua mão esquerda evidenciava essa condição. Ele cortou o espaço em 7 tempos. Sobreviveu. Roubou. Caiu. Tremeu. E ela, senhora que era tão jovem tão viva e tão sábia o podará da arvore. Em pelo outono.

A garrafa estava quase no fim e a ultima gota estava longe de cair. O desespero doído o magoava e feria-lhe o orgulho. Seria, assim então, tão desprezível?  Ela nunca cederia? Caiu.

A porta estava trancada, já fazia muito tempo. Eles se conheciam pela ação de pólos opostos. Ele sabia só naquela união eram de mesma natureza. As conversas, os risos, os olhares eram atraídos sim. Aquilo tudo de nada valia? Não! Tudo em deleite em uma mistura de vermelho seria o bastante para ser maravilhoso e perfeito. Poderia se quisesse – e podia e queria- abrir a caixa de Pandora e usufruir sem mais demora. O pensamento lúgubre atingiu-lhe o cenho, e o pensamento luxuoso atiçou sua virilidade. Não! Jamais faria algo assim. Não com a Vênus de sua vida. A devoção era maravilhosa. Ele rodou a maçaneta. Abriu. Caiu.

A discussão foi calorosa. O fogo rangeu o corpo, molhado por água fria. O desejo cresceu ainda mais. Em um beijo nada educado ele calou a boca da dama e ambos espalharam-se pela cama, que enchia o quarto, coberta apenas pela luminosidade da lua. Era madrugada, o beijo foi sucedido. Anos a espera.

A luz do sol brotou das vidraças, um sol matinal. E os corpos derreteram e lambuzaram os lençóis. Ela cambaleou enfim, caiu, cedeu. A última gota enfim. Os sentimentos de anos, unidos afinal. Algo novo nascia da devassa atitude sexual. A claridade cobriu o recinto. As portas de ligação abertas. Todas as portas enfim abertas. Todas. Caiu. A última gota. Ela era tão pura agora, depois do fogo, da água fria e do sangue.

Eles cambalearam, caíram. Cederam.

Por: Fillipa.

PS: Gabriela decidiu experimentar as bolinhas de chocolate marrom. Os MM's coloridos já não eram o bastante.



- Postado por quem? Fih Quando? 22h16
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Gabriela passou na frente da loja como fazia todos os dias. A porta sempre aberta até as oito da noite quando as luzes se apagavam e parecia que o cheirinho e o barulho iam embora. Ela queria ser sempre a chegar para pegar o pão fresco de novidades. Gabriela amava aquela padaria com um amor irrefutável. Até mesmo filosofastro.

Ela entrou com sua mochila nas costas. A padaria era o caminho da escola. Entrou. Rodou as prateleiras a procura de seu fascínio. Sim! Gabriela era apaixonada. Loucamente, perdidamente apaixonada em conflitos funestos com sua mente. Ela amava chocolates. Um em especifico.

Chegou perto de uma prateleira onde só se vendia dessas especiarias maravilhosas, quase dádivas de um cacau distante. Ela olhou todos os embrulhos. As suas formas, as suas cores e apenas um deles a fez se deliciar. Gabi lambeu um dos beiços como criança que espera o doce a muito esquecido. Ela viu o pacotinho amarelo cheio de bolinhas amarelas. Tudo que ela desejava. Pegou um dos pacotinhos e saiu correndo para o caixa.

-Só o MM’s hoje Gabi? –perguntou o caixa.

Ela sorriu que sim e ele entregou o pacote a menina que saiu festejando e alegre da padaria. Abriu o pacotinho. Mal podia esperar. Despejou algumas castanhas do chocolate na palma da mão e uma delas era diferente de todas. Apesar de todas serem amarelinha aquela era marronzinha. Chamou tanta atenção que ela quis provar. Sentia medo. Será que não estava estragada? Meditou algum tempo. Alguns minutos. Resolveu provar. Levou a castainha até a boca, mas uma menina passou correndo sabe-se lá atrás do que e deixou com que o pedacinho do chocolate se estragasse caindo ao chão.

Uma raiva subir até o final da massa cinza de Gabriela e ela se sentiu mal. Queria chorar ali, na frente de todo mundo. Ficou com medo. Não podia parecer fraca por causa de um chocolate. Que coisa mais fútil. Não podia mesmo. Resolver continuar vendo o conteúdo do pacote. Despejou mais chocolatinhos na mão. Um azul apareceu dessa vez. Ela não pensou muito e comeu. Como era bom o gosto da castainha azul. Era doce, diferente das outras. É até esse instante o doce mais gostoso que comera.

De repente acontece o inesperado. Uma dor forte ardeu em sua cabeça. Ela sentiu-se culpada por ter comido aquela pequena bolinha. Queria voltar e não engolir. Era tarde. Ficou mal. Com o tempo isso passou. O amor pelos chocolates não morreu e ela ainda queria experimentar mais uma vez a bolinha azul. Ela ainda passa todos os dias pela padaria, entra, dá uma espiada, vai até a prateleira de MM’s, tira o pacotinho do lugar, mas acaba indo embora sem nem mesmo tocar no doce.

O que Gabriela sente? Amor pelos chocolates, ânsia de comer o marronzinho que caiu e medo e desejo de provar de novo a pequena replica da bolinha azul. Se ela conseguiu um dos dois? Em outro conto eu conto. Mas que ela ainda sente o cheirinho doce dos MM’s, humm, isso ela sente.

Por Fillipa. Para Bruno.



- Postado por quem? Fih Quando? 21h33
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A luz da lua cortou o meu cabelo. E eu sabia, era a única. Eu estava naquele beco de todos os dias, sozinha como todos os dias, quieta como todos os dias. Eu me segurei na mochila como para me proteger. Ela sabia, era claro que sabia.

Meus passos foram ficando mais rápidos. Era preciso fugir. Eu quase me quebrei em frente aos buracos e elevações daquele beco, mas eu continuei a andar. E andei. Não cai. E luz da lua cortou o meu cabelo. Eu estava naquele beco de todos os dias. Um vulto passou por mim. Tudo era escuro, menos eu. E eu sabia, era a única. Comecei a falar, mas falava sozinha. E naquele escuro. Eu cheguei finalmente numa travessa que eu bem conhecia. Não! Eu queria continuar, até o final, sem atalhos. E fui. Pelo mesmo caminho difícil das outras vezes.

A luz da lua cortou o meu cabelo. Ela sabia, era claro que sabia. Eu precisava andar. Meus pés já não eram como antes. Eu estava cansada, meu corpo e mente, pediam descanso. Eu não poderia parar, sabia disso. Era preciso fugir. Meus pés não paravam. O caminho não mais me excitava como antes. Comecei a falar, mas falava sozinha. Um frio bateu em meu corpo. Tudo era escuro, menos eu.

A luz da lua cortou o meu cabelo. Enfim acabou a caminhada. Continuei, bati a porta. Ele sorriu para mim e me deixou entrar. O abracei. Chorei. Eu sabia, era a única. Acabou enfim. Não ia mais andar. Subi. A luz da lua cortou o meu cabelo. Ela sabia, era claro que sabia. Nunca mais.

Por: Fillipa.



- Postado por quem? Fih Quando? 22h01
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Uma Boa Noite talvez...

Entrou em casa, o jantar estava posto, mas mal se via as pessoas. Passavam todas correndo de um lado a outro, seu presença ali era imperceptível.

Fechou a porta, parou diante da sala movimentada e aguardou. Não foi imediato, mas aos poucos todos o viram. Após um longo e cansativo dia, disse apenas um cumprimento comum e lhes deu um sorriso, acalentando assim todo o medo que a culpa estava causando a todos até aquele momento.

Pôs-se para dentro, então, lembrou a todos que àquela hora, ainda que tarde, o jantar os aguardava, como duas vezes por semana, as únicas vezes que todos se encontravam.

O cheiro era bom, alguns nem se tocaram que havia massa sobre a mesa, a imudável, era sempre igual toda vez que estava posta à matar a fome de aguns.

O complemento dependia do dia, mas todos sabiam apenas que era aquilo que deviam comer. A massa terminou antes do esperado, todos já estavam prestes a se retirar quando sua voz ressoou, todos se viraram, lembrando que a indesejada sobremesa, que os atrasaria os afazeres estava por vir. Comeram. Enfim puderam se retirar. Todos como numa fração de segundos corriam rumo às suas importâncias, nem ao menos se lembraram que ele ainda estava ali, esperando ao menos um último cumprimento do dia, uma Boa Noite talvez...

Era tarde, todos já haviam saído, ficara então sozinho, ocupado admirando os restos que ainda estavam sobre os pratos, sujos, o único vestígio que dizia que alguém estivera por ali.

.......

PS: Texto escrito por Brunna http://www.fotolog.com/counterofstories

PPS: Entendam se puderem. ;D



- Postado por quem? Fih Quando? 22h02
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Um dia frio. Naquela escuridão a menina passava modo alma. Tudo era sem cor e sem cheiro. Era uma rua comprida sem muita vida ou verde. Ela andou, andou, andou. Quase que na esquina uma alma viva rouba sua cena e seu momento de desilusão. A figura se aproxima retirando dela a comunicação e vai embora. Ela continua andando em sua direção. Finalmente chegara a casa tão esperada. Era o fim. Tudo acabava ali. Naquele instante. O fim.

Meses se foram. O fim não chegou afinal. Estava longe de chegar. Sua alma estava corroída pelo remorso e pela frustração. Seus sentidos a possuíam de tal forma que mal podia respirar mal podiam sorrir, mal se via o brilho que antes dela se emanava. Seu mundo havia acabado e ainda estava vivo. Uma antítese de memórias a circundava. Queria a coisa perdida, porem o medo, a angustia, a solidão a possuíam.

Tentou. Tentou com todas as forças e todas as verdades fazer o reflexo daquele acontecimento se apagar. Quis. Fez. De nada adiantaria. A dor enfim deu espaço para que em sua mente algo novo entrasse. A coisa nova a fez sorrir, um riso fingido, sem cor. Infelizmente a experiência sucedida foi desastrosa, gerando indecisão. Já não queria mais nada. Queria voltar ao dia em que sua comunicação foi roubada e pular. Daria seu tudo. Não. Já não podia mais.

Em uma noite perdida. Anos depois. Como em doce e mágica nuvem, eis que aquele dia e os dias que o antecederam tocam sua porta. A felicidade já não resplandecia mais em sua alma, isto, com certeza, um fato. Os dias atravessaram sua porta com cheiro de saudade. Sentaram onde muitas vezes se viram e no doce calor das estrelas entraram no túnel do passado.

Ela entrou com toda a alegria. Estava afogada em meio a seus travesseiros. Todo o calor dominava seu pescoço, subindo até sua face. Como se precisasse falar soltou um som que foi calado pelo calor da boca acompanhante um. A boca do tempo de antes. A boca que toda sua depressão escondida havia apagado. Futuro? Não, e sim incerteza! Não importava. Não ali. Ela apontou sorrindo, desta vez de verdade, uma nuvem em forma de coelho. Sorrindo, de verdade.

PS: Texto by mim mesma.

PPS: A foto foi tirada pela minha amiga Brunna (com a minha camera). Lá em Paranapiacaba. Fomos eu, a Maíra e a Brunna na "viagem".



- Postado por quem? Fih Quando? 22h22
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