Fi-lândia

 

Ela se olhou no espelho. Como o tempo a havia modificado. E ela nem percebera, todo esse tempo. Como? Era tão estranho o que ele podia fazer com os seres. Ela olhou em volta. Sua casa não era grande nem das melhores, mas foi nela que morou durante os últimos 45 anos.

As paredes possuíam infiltração. O chão de madeira já estava desgastado. Os móveis perderam o brilho. As cortinas já não eram tão claras. O teto já não era tão branco. As fechaduras estavam meio enferrujadas. Ela já não era tão jovem. É o tempo fez com que todas aquelas coisas em um curto período se estragassem. Estragar? Não! Não! Nada estava estragado. Tudo era como deveria ser. Tudo estava onde deveria estar.

Varias vezes ela pensou em sair dali, em se mudar. Não tinha problema de dinheiro. Era bem de vida. Mas não queria sair de lá. E por quê? Já não era tão jovem como antes. As coisas estavam meio velhas. Mais ela também já estava meio velha. Lembrou de quando tudo naquele lugar era novo e como entrará ali cheia de esperanças e vivacidade.

Olhou ao redor. O papel de parede clareava a sala. O chão dava um ar de vida na casa. Os moveis eram enfeitados por suas rendas. As cortinas tinham seus retalhos. As fechaduras anunciavam o manuseio. Ela estava inundada de emoções. E fora o tempo que fizera todas aquelas coisas.

Ela olhou no vão da porta. Um senhor alto e idoso, porém com dentes perfeitos sorriu-lhe e estendeu a mão. Ela deu mais uma olhada na sala. Tinha certeza de o porquê não mudara daquele lugar. Virou-se para o senhor e sorriu, segurando em suas mãos. Saiu. O tempo estava claro lá fora. Tudo como deveria estar.



- Postado por quem? Fih Quando? 01h18
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Oii. Tudo bom? Nossa como é bom estar de volta. Olha hoje eu estou dando essa introdução porque é primeiro dia. Bem já não é mais dia 3 mesmo assim. Enfim! Voltei. É que a weblogger deu pane e eu resolvi fazer TUDO de novo. Mais para a frente tudo vai estar em ordem. Espero que gostem sinceramente!

 

Folhas.

Ela sentou no banco. A praça estava linda naquele dia, pensou ela. Havia tempo que gostaria de se sentar ali novamente. Ali naquele mesmo lugar onde tudo começará. Ela ainda se lembrava daqueles momentos que viveram ali. O amor, o calor dos abraços e beijos. Naquela época as pessoas que passeavam sempre paravam para olhar aquele amor infinitivo, insípido, inexorável. E da boca de qualquer um resplandecia uma luz feliz. Ela se lembrava ainda dos sorrisos. Sim! A coisa mais confortante do mundo era aquele sorriso.

Ela estava toda de preto. Por um motivo obvio. Não poderia ser de outra forma. Mas isso não importava agora. Não naquele momento. E não naquele local. As folhas transmitiam um cheiro doce e seco. Ela aspirou esse cheiro com vontade. Que saudade de dividir aquele cheiro com a pessoa amada. Sentia saudades daquele colo quente, daqueles olhos que a fitavam sempre com amor. Sempre com amor! Era só isso que sentia pela pessoa. Amor, amor e mais amor. Sabia que nunca amaria novamente alguém como amará. Não. Aquele amor jamais acabaria.

Levantou-se do banco e chutou um tufo de folhas. O dia emanava calma e tranqüilidade. Deu alguns passos e pegou uma folha. Continuou andando. Fitou uma criança ao longe e ao seu lado uma mulher, provavelmente a mãe. Pensou com si só que ali estava à prova de que o amor dela se repetia agora com outras criaturas. Deu um sorriso largo e satisfeito. Estava calma. Tinha certeza. Amou sua mãe mais do que qualquer coisa. Sentiria saudades.

Continuou andando. As flores caiam. Caiam.



- Postado por quem? Fih Quando? 00h49
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