Fi-lândia

Um dia frio. Naquela escuridão a menina passava modo alma. Tudo era sem cor e sem cheiro. Era uma rua comprida sem muita vida ou verde. Ela andou, andou, andou. Quase que na esquina uma alma viva rouba sua cena e seu momento de desilusão. A figura se aproxima retirando dela a comunicação e vai embora. Ela continua andando em sua direção. Finalmente chegara a casa tão esperada. Era o fim. Tudo acabava ali. Naquele instante. O fim.

Meses se foram. O fim não chegou afinal. Estava longe de chegar. Sua alma estava corroída pelo remorso e pela frustração. Seus sentidos a possuíam de tal forma que mal podia respirar mal podiam sorrir, mal se via o brilho que antes dela se emanava. Seu mundo havia acabado e ainda estava vivo. Uma antítese de memórias a circundava. Queria a coisa perdida, porem o medo, a angustia, a solidão a possuíam.

Tentou. Tentou com todas as forças e todas as verdades fazer o reflexo daquele acontecimento se apagar. Quis. Fez. De nada adiantaria. A dor enfim deu espaço para que em sua mente algo novo entrasse. A coisa nova a fez sorrir, um riso fingido, sem cor. Infelizmente a experiência sucedida foi desastrosa, gerando indecisão. Já não queria mais nada. Queria voltar ao dia em que sua comunicação foi roubada e pular. Daria seu tudo. Não. Já não podia mais.

Em uma noite perdida. Anos depois. Como em doce e mágica nuvem, eis que aquele dia e os dias que o antecederam tocam sua porta. A felicidade já não resplandecia mais em sua alma, isto, com certeza, um fato. Os dias atravessaram sua porta com cheiro de saudade. Sentaram onde muitas vezes se viram e no doce calor das estrelas entraram no túnel do passado.

Ela entrou com toda a alegria. Estava afogada em meio a seus travesseiros. Todo o calor dominava seu pescoço, subindo até sua face. Como se precisasse falar soltou um som que foi calado pelo calor da boca acompanhante um. A boca do tempo de antes. A boca que toda sua depressão escondida havia apagado. Futuro? Não, e sim incerteza! Não importava. Não ali. Ela apontou sorrindo, desta vez de verdade, uma nuvem em forma de coelho. Sorrindo, de verdade.

PS: Texto by mim mesma.

PPS: A foto foi tirada pela minha amiga Brunna (com a minha camera). Lá em Paranapiacaba. Fomos eu, a Maíra e a Brunna na "viagem".



- Postado por quem? Fih Quando? 22h22
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